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sexta-feira, 1 de março de 2013

Deus não aceita fogo estranho!


               
 
“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR, e os consumiu; e morreram perante o SENHOR” (Levítico 10:1-2).


Introdução: O que é fogo? Neste artigo estudaremos sobre dois tipos de fogo, FOGO de Deus e FOGO estranho.


O que é fogo natural? Fogo natural é o desenvolvimento simultâneo de calor e luz produzido pela combustão. O fogo natural pode ser produzido naturalmente por diversos produtos inflamáveis e por atritos e etc. Esse fogo é útil na cozinha, nas indústrias, enfim, ele se faz necessário na vida do ser humano.


Porém, quero falar aqui do fogo de Deus e não do fogo natural. A Bíblia diz que a palavra de Deus e que o Próprio Deus também é fogo, o profeta diz em (Jeremias 23:29) “Não é a minha palavra como fogo, diz o SENHOR, e como um martelo que esmiúça a penha?” Em Hebreus está escrito que Deus é um fogo consumidor, (Hebreus 12.29) “Porque o nosso Deus é um fogo consumidor”.


Ao oferecerem adoração que Deus não tinha autorizado, Nadabe e Abiú estavam deixando de considerar Deus santo. Adoração presunçosa não glorifica a Deus, e não é aceita por ele. Há quem pense que este princípio não se aplica mais. Eles pensam que se aplicava apenas durante o tempo do Velho Testamento, enquanto a Lei de Moisés estava em vigor. Eles pensam que, agora que estamos na “era da graça”, não mais precisamos ficar preocupados com obediência. Nada, contudo, poderia estar mais afastado da verdade.

FOGO NO SENTIDO ESPIRITUAL.

Existe fogo de Deus e fogo que não é de Deus, tem fogo que Deus está nele e tem fogo que Deus não está. Na jornada pelo deserto sempre tinha fogo de Deus guiando o povo. (Êxodo 13.21 e 22). Fogo que Deus está presente sempre é bênçãos, (Êxodo3.2 e 3) “E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima”. No Monte Sinai também Deus se fez presente em fogo, (Êxodo 19.18) “E todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subia como fumaça de um forno, e todo o monte tremia grandemente”. Nos pactos que Deus fazia com homens fieis sempre aparecia fogo, veja com Abraão, “E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades. Naquele mesmo dia, fez o SENHOR um concerto com Abrão...”

Fogo de Deus abençoa, veja como a ira de Deus se acendeu de tal maneira sobre os rebeldes que estavam com fogo estranho, mas Moisés mandou Arão por fogo do altar no incensário e ir rápido fazer expiação para evitar que todos morressem, (Números 16.44 a 46) “Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei como num momento; então, se prostraram sobre o seu rosto, e disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do SENHOR; já começou a praga”. O fogo do altar de Deus acalmou a ira de Deus e a benção chegou.

Fogo do Senhor também protege os seus servos, (2 Reis 6:17) “E orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu”.


Esse fogo confirma o trabalho dos fieis, confirmou a solicitação de Elias, (1 Reis 18:38) “Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego”. O fogo estranho faz vir franquezas, escândalos, interesses em cargos e encargos que não condizem com a obra de Deus.

O tempo da graça também começou e caminha com fogo do altar, isto é, com fogo de Deus, (Lucas 3:16) “Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo). Ainda em (Atos 2:3) “E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles”. Poderíamos citar muitas passagens sobre fogo, mas não é necessário porque o fogo de Deus sempre está presente na Igreja. O que precisamos é ter cuidado que fogo de Deus não falte em nossas vidas e no trabalho que fizermos e que não venha ser colocado fogo estranho no lugar de fogo de Deus, porque do contrario, tudo o que fizermos será destruídos pelo fogo de Deus, (1 Coríntios 3:12 e 13) “E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha “Obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um”. Pelo que se nota há muitos que estão construindo grandes edifícios que parecem de ouro e pedras preciosas, mas provera Deus que não seja obras de palhas dado o orgulho visível com que se apresentam.


b) FOGO ESTRANHO


Esse fogo é perigoso e nele Deus não está, (1 Reis 19:12) “E, depois do terremoto, um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo...”. Existem vários fogos estranhos com outros nomes conforme descreveremos adiante; inquietude, (Filipenses 4:6) “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças”. Em (Mateus 6:34) “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. Murmuração em casa, (Deuteronômio 1:27) “E murmurastes nas vossas tendas...”. O Apostolo Judas (não o Iscariote) também escreveu sobre os murmuradores, (Judas 1:16) “Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse”. Murmurar e pecado abominável diante de Deus, (1 Coríntios 10:10) “E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor”. Lembremos de Miriam que murmurou contra Moisés e ficou leprosa, O Apostolo Pedro recomenda a quem tem esse fogo que o deixe para seu próprio bem, (1 Pedro 2:1 ao 3) “Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo, se é que já provastes que o Senhor é benigno”. Fogo esse, mantido pelo inferno, (Tiago 3:6) “A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno”.

No passado houve uma rebelião, com tremenda ousadia ofereciam fogo estranho em seus incensários, porém veio fogo do Senhor e os consumiu, (Números 16:35) “Então, saiu fogo do SENHOR e consumiu os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso”. Os filhos do Sacerdote Arão morreram por levarem fogo estranho diante de Deus, (Números 26:6) “Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o SENHOR”.


Hoje vemos fogo estranho por toda parte, ensinos errados, falta de doutrina, a Igreja se misturando com o mundo, pastores pensando que são donos da Igreja, subjugando os simples, não tendo mais condições de dirigir a Igreja, mas pensando que são insubstituíveis continuam na frente do trabalho, outros fazendo tudo para tomar o lugar para si sem se incomodarem com o prejuízo que darão à obra, esses tais só se preocupam com seu bem estar, em mira está a grana, outros fazendo das Igrejas trampolins para conseguirem se elegerem na política, tudo isso não serão fogo estranho? O trabalho de Deus requer que sejamos um povo especial e separado do mundo, mormente porque estamos vendo a corrupção assustadora nos meios políticos, (Tito 2:12) “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos [neste] presente século sóbria, justa e piamente”. Alegam os tais que entram na política para preservar os direitos das Igrejas, se esquecem que para cuidar da Igreja em primeiro lugar está o Espírito Santo, e depois nós que fomos chamados para cuidar do rebanho de Cristo e não para sermos políticos, (Atos 20:28) “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”. Como podemos cuidar da Igreja e da política ao mesmo tempo? Cuidado Deus não aceita fogo estranho em Sua obra e um dia prestaremos conta do nosso trabalho.

CONCLUSÃO:


Provavelmente você está pensando: Ah! Mas hoje ninguém morre mais porque desobedeceu a Deus. Será mesmo?


Cuidado, não falte o fogo santo em nossas vidas. Que deve arder continuamente, cabendo ao Sacerdote (Pastor) cuidar desse fogo, (Levitico 6:12 e 13) “O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará”.


Creia em Cristo, leia a Bíblia.


Hoje podemos até não ver morte física, mas quantos problemas vêm por desobediência aos princípios de Deus. Quantos jovens morrem no trânsito por desobedecerem à ordem de não andar em alta velocidade; quantas pessoas morrem de câncer por causa de cigarro; quantas crianças estão nas ruas cheirando cola ou usando outros tipos de droga por causa de colegas que os levaram para esse mau caminho. E tantas outras situações que você vê diariamente na sua rua ou na televisão.

Deus mandou que se fizesse uma faixa e nela escrevesse “Santo ao Senhor” (Êxodo 39:30) e colocassem na testa de Arão e seus filhos, como uma forma de eles lembrarem sempre que não poderiam estar na presença do Senhor se não estivessem em santidade.

Quem está em santidade está em obediência aos princípios do Senhor não apresenta fogo estranho diante dEle.

Hoje não tem faixa amarrada na testa para nos lembrarmos que o Senhor nos quer santos diante dEle, mas temos o Espírito Santo que nos ensina, nos corrige e nos lembra de quem nós somos para o Senhor.

Seja santo! Não leve fogo estranho ao altar de Deus, amém?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Principios para ser um lider com excelência


 O sonho, de todo líder, é ter uma equipe capaz e apaixonada pela Obra e por Deus.
Uma equipe visionária e eficiente. Parece utopia, mas não é.
Jesus teve uma equipe cheia de falhas, formada por pecadores como nós, mas que foi amplamente vencedora.
Para termos uma equipe semelhante, precisamos aprender e conhecer seus passos na seleção.
PRINCÍPIOS DA LIDERANÇA DE JESUS
   Jesus identificou o perfil de seus comandados. “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” (Mc. 1:17)
Jesus buscava ajudadores que contivessem duas características: paixão e competência.
As perguntas fundamentais na escolha de uma equipe são:  “onde está o teu coração?”
  “qual a tua competência?”.
Competência o conjunto de habilidades, unção, conhecimento e experiência.
Paixão ou coração é o caráter, a intenção, o compromisso e os valores pessoais.
Na igreja há aqueles que são apaixonados por um ministério, mas não demonstram competência para atuar nele.
Há os que se sentem plenamente realizados atuando em diversas áreas, mas não têm vocação para desempenhar o ministério. Em alguns casos, um pouco de “técnica” resolve. Em outros, não.
Existe  ainda o crente competente, mas que não têm nisso seu coração. Assim, o conhecimento é quase vão, a dedicação se torna obsoleta e os frutos do ministério, escassos. Nem sempre o conhecimento basta.
E  é muito comum,  aqueles que atuam em áreas onde são incompetentes e não têm nela seu coração. Geralmente estão lá por determinação de alguém que o empurra, na melhor das intenções.
Como alcançar um ministério  bem sucedido?
Não há outra forma de alcançarmos um ministério bem sucedido se não pela busca incessante da direção de Deus. o Senhor Jesus orou antes de formar sua equipe.
Um princípio básico, simples, eficiente e imprescindível.
Jesus dedicou-se pessoalmente ao processo de escolha e foi pró-ativo nesta seleção.
Conviveu com seus discípulos, caminhou com eles, conheceu seus anseios.
Um ponto interessante na atitude de Jesus e que eu costume mencionar em qualquer pregaçao que eu faça é que Ele escolheu justamente aqueles que tinham uma ocupação.
É melhor liderar pessoas engajadas em um determinado trabalho ou que pelo menos já o foram do que desocupados.
Pessoas trabalhadoras se encaixam melhor no perfil de uma equipe ideal.
Estar ocupado significa envolver-se naquilo que se propõe. Dedicar seu coração, sua alma, sua vida.
Jesus os escolheu e os capacitou, ou seja ensinou-lhes. Capacitação é o ato intencional de fornecer meios para proporcionar uma aprendizagem que invariavelmente representa mudança no comportamento humano, que decorre dos novos conhecimentos, do desenvolvimento das habilidades, da lapidação das atitudes e da formação de conceitos.  
Então, começou a ensinar seus discípulos ...”, falando sobre essa relação de ensino entre Jesus e sua equipe.
Treinar um membro da equipe pode ser trabalhoso, mas é fundamental para que o ministério não se perca. Não se cobra aquilo que não é ensinado!
Quando a igreja tem obreiros, servos, equipes bem treinadas, ela se desenvolve com excelencia. Igreja maduras, bem desenvolvidas e com excelencia, valorizam a capacitação.
Jesus deu direção a sua equipe “Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir.” (Lc. 10:1)
O Senhor Jesus  também orientou como os setenta deveriam agir. Falou desde o que deveriam levar até como deveriam se comportar. A missão era clara e bem definida.
Jesus enxergou o objetivo, montou a equipe, comunicou, instruiu e encorajou os envolvidos pela significância da Missão.
Assim como Jesus, os líderes precisam orientar, capacitar  sua equipe e conduzi-la à visão que Deus lhe deu.
É função da liderança direcionar a obra, definir metas em cada etapa, definir o trabalho, o papel de cada um no processo e acompanhar todo o andamento da missão, não deixando que as coisas ocorram ao acaso ou no improviso.
Jesus incentivou, motivou  sua equipe
“... ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por causa do reino de Deus, que não receba, no presente, muitas vezes mais e, no mundo por vir, a vida eterna.” (Lc. 18.29-30)
O maior incentivo de quem serve, deve ser agradar o Senhor.
Não há alegria maior para um servo do que sentir que Deus está feliz com suas atitudes e trabalho. O maior incentivo de quem serve é que se permita que ele sirva mais.

Incentivar a equipe é estar atento à satisfação de todas essas diferentes necessidades das pessoas.
Uma organização ou agrupamento não deve pretender suprir todas as necessidades de alguém, mas deve ser sensível a qual estágio cada um se encontra fazendo o melhor para ajudar cada qual em seu momento de vida.
Os  princípios observados na vida de Jesus na formação de sua equipe podem e devem ser perseguidos. Imitar Jesus abrange todos os aspectos de seu caráter perfeito e seu procedimento exemplar. Nele não havia pecado e nem imperfeição, por isso tudo o que pudermos observar é digno de ser imitado.  Jesus avaliou o trabalho
A reação dos envolvidos nos processos, locutores, interlocutores e receptadores, é fundamental para o sucesso.
Sem avaliar os resultados de cada etapa, corre-se o risco de desperdiçar informações importantes para as próximas.
Em pelo menos duas ocasiões, Jesus reagiu ao comportamento dos discípulos e deixou claro uma opinião sobre os fatos:
“Roguei a teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam. Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze o teu filho.” (Lc. 9.40-41)
“Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!... Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai... E, voltando-se para os seus discípulos, disse-lhes particularmente: Bem-aventurados os olhos que vêem as coisas que vós vedes.” (Lc. 10.17-24)
Esses dois momentos referem-se ao mesmo assunto: expulsão de demônios. Em um caso Jesus repreendeu os discípulos por não terem conseguido expulsar e, no outro, eles se surpreenderam pelo fato de os demônios se submeterem.
Um dos objetivos de avaliar a equipe é descobrir onde é preciso concentrar nossos ensinamentos.
Deve ser relativa ao objetivo desejado, mas observa também as habilidades e as atitudes em evidência no grupo.
Avaliar é essencial tanto para reforçar o que é positivo como para punir o que é negativo, resultando em ajustes.
Jesus em um momento reprovou, mas no outro aprovou o comportamento da equipe, o que evidencia sua capacidade de olhar qualidades e defeitos com a mesma intensidade
A avaliação é um meio, não um fim.
Vamos sempre continuar a aprender como nosso Mestre.

Assédio Sexual


 Assédio sexual significa:

Introdução: O Assédio Sexual  consiste em manifestações explícitas ou implícitas constantes, de cunho sensual ou sexual, sem que a vítima as deseje. Ou seja: é “forçar a barra” para conseguir favores sexuais. Essa atitude pode ser clara ou subtil; pode ser falada ou apenas insinuada; pode ser escrita ou explicitada em gestos; pode vir em forma de coação ou, ainda, em forma de chantagem. Por outras palavras, o assédio sexual é o acto de “ constranger alguém com o objectivo de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior  hierárquico .
A bíblia nos conta uma história em Gênesis 39 sobre assédio sexual. Vejamos!

“ o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no cam­po”(Gn.39)

José havia sido levado para o Egito, onde o egípcio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.  O Senhor estava com José, de modo que este prosperou e passou a morar na casa do seu senhor egípcio.   Quando este percebeu que o Senhor estava com ele e que o fazia prosperar em  tudo o que realizava, agradou-se de José e tornou-o administrador de seus bens. Potifar deixou a seu cuidado a sua casa e lhe confiou tudo o que possuía.  Por causa de José  a bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo. José era atraente e de boa aparência, e, depois de certo tempo, a mulher do seu senhor começou a cobiçá-lo.

Evitando o LAÇO: O percurso da mulher de Potifar precisa ser evitado.
O caminho da mulher de Potifar pode ser os de muitos homens e mulheres que servem ao Senhor. Certamente muitos  têm trilhado o mesma caminho do erro.
Talvez esta mulher  tivesse hábitos adúlteros e José fosse mais um em  sua lista.  Provavelmente,  por causa do seu comportamento irresponsável, tenha-se deixado encantar pela inteligencia, beleza, e porte físico do hebreu. A mulher de Potifar desejou o jovem  José.
Não é novidade para ninguém do meio cristão que há mulheres e homens assim que, de repente, são tomados por uma paixão arrebatadora, proibida ou não, capaz de levar-lhes a atitudes impensadas.  Todos estamos sujeitos as mesmas paixões, tentações, dizia Paulo.
A senhora  Potifar se sujeitou a essa paixão,  o fruto deste desejo lhe era proibido. Esse desejo certamente nasceu de um olhar, ela o observava, acompanhava tudo o que José fazia com atenção. Ela o cobiçou porque olhou, e de maneira que não deveria olhar.  O interesse aumentava a medida que o Jovem José não a olhava da mesma forma.
José lhe era cada dia mais querido a paixão só aumentava.Ele era solteiro, mas ela era casada. Ele era um escravo, mas ela era  aristocrata. Para ela, aquela seria mais que uma aventura;  uma conquista, uma afirmação da sua posição social.
 Todos essas diferenças  não a impediram de traçar seu seu plano de sedução, ela não deixou  de cobiçar  José. A atitude certa a fazer era afastar-se do rapaz, deixar de olha-lo, evitá-lo, remanejá-lo para outro lugar, etc. Porque esta é a decisão: quem quer parar de desejar tem que parar de olhar. Há sempre convites ao olhar, uma porta para o desejar. Todo dia o pecado nos cerca por todos os lados. A sedução para o erro está em toda parte. Não faltam tentações. Resisti ao diabo e ele fugirá de vos.
"Se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno" (Mateus 18.9). Afinal,  são os olhos que iluminam o corpo (Mateus 6.22).
A sagaz senhora  Potifar planejou o ataque. Ela esperou a hora oportuna, quando não houvesse testemunhas para sua traição. A mulher de Potifar tinha controle da situação; por isto, enquanto esperava, insistia. Ela assediava  José todos os dias (verso 10). Ela sabia que ninguém resistia uma tentação permanente, insistente e persistente. Ela contava com a fraqueza de José; um dia, ele cederia; uma dia, sua defesa ruiria; um dia, as barreiras desabariam.Este é o objetivo da tentação, minar suas forças. A mulher de Potifar conhecia a alma humana; só não conhecia a alma forte de José, não conhecia a fidelidade de José.
A tentação não enredou José, mas derrubou a mulher. Como José lhe disse "não", ela perdeu o controle da situação, controle do qual até então se orgulhava. O desejo produz o desequilíbrio interior. Como diz Tiago, "cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte" (Tiago 1.14-15).
Rejeitada, quis José assim mesmo. Recusada, agarrou, mas só conseguiu reter o seu manto, não o seu corpo. Repudiada, transformou seu desejo em ódio, a verdade em mentira, com o manto na mão. É certo que todo pecado inclui a mentira. Faz parte do contexto de todo pecado. Tente pecar sem mentir; não pecará. Em sua mentira, envolveu o próprio marido.
Por que a mulher de Potifar escolheu este caminho?
a.    A mulher de Potifar colocou o estético acima do ético ao seduzir José.
Para ela, a busca e a vivência do prazer estão acima do dever; o momento vale mais que a duração; o agora não precisa do amanhã.
b.    mulher de Potifar só queria usar José para ela, as pessoas são seres ou corpos que podem ser utilizados e, depois, jogados fora;não há dignidade no outro, visto apenas como um objeto de satisfação. A prova da sua visão pragmática está no fato que, não podendo usar José, acusou-o do que não fez, pondo injustamente em risco a vida do escravo outrora desejado. Para ela, e para muitas pessoas, os fins justificam os meios.
c.    A mulher de Potifar usou de sua posição superior para assediar José.
Ela é o chefe que assedia. E ao fazer, dão ao outro a impressão que quem cede lhe é igual. No caso de José, ela tentava lhe dizer, ao lhe tentar, que se ele cedesse, deixaria de ser escravo, ascenderia socialmente, trabalharia menos, teria um futuro melhor. A mentira era parte integrante da sua tentação, que era assim mais forte. Ela é o forte que diminui. Ela é como aquele ou aquela que recebe quem precisa de ajuda e se aproveita desta condição para diminuir o outro, afirmando a sua força pela fraqueza do outro. Há várias maneiras de se abusar do outro; o abuso sexual não é a única violência que se pode cometer. O abuso pode ser emocional, profissional ou espiritual. E todos que estão na condição da mulher de Potifar podem agir como ela.

Conclusão: A Bíblia,  que fala de um Deus nos contempla, nos convida ao equilíbrio, não à negação, entre prazer e dever. O ensino bíblico é que não sejamos como a mulher de Potifar, e o somos quando pomos o estético acima do ético, em qualquer campo de nossa vida, e não apenas na área sexual.
A Palavra de Deus nos ensina a viver de modo santo, que é o modo que vale a pena, mesmo quando o modo santo nos põe em  confronto com desejos fugazes. Somos como a senhora Potifar quando desprezamos as verdades espirituais.
‎Reflexão: "E, diante de tantos caminhos, convenço-me cada vez mais que ser cristão é realmente para pessoas que abrem mão de aventuras passageiras para trilhar no Único Caminho que conduz à vida eterna e que leva ao Pai."

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim, por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor, ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!
‘De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Texto de Cleide Canton

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Como acabar com birras e manhas...


Quando as crianças se descontrolam devido as birras é algo assustador, principalmente se você estiver em um local público, como por exemplo um supermercado ou uma loja.
Quem já não presenciou, alguma vez, uma criança gritando, chorando, jogando algo para os lados, saltando e mexendo os braços raivosamente, rolando no chão, ofendendo a mãe, ou até mesmo em uma atitude extrema, puxando os próprios cabelos e arranhando o próprio rosto?
Todos que já presenciaram uma cena destas se perguntam quais são as razões que fazem uma criança agir de forma tão descontrolada e agressiva. Aqui vão algumas razões:
As crianças podem estar cansadas,
As crianças podem estar com fome,
Mudanças repentinas no seu meio ambiente, tais como: divórcio, chegada de um irmãozinho
A criança pode não saber ainda como expressar suas emoções e o único modo que encontra é fazendo birras
As crianças podem usar birras para chamar a atenção dos Pais
Talvez a criança esteja sobrecarregada com atividades ou tarefas
Está habituada a fazer o que quer, quando quer e como quer e por esta razão precisa de limites bem definidos e ter claro as consequências
Por isso, antes de precipitar-se, procure investigar a causa real da birra, e só então tome as medidas mais adequadas a situação.
Como os Pais devem lidar com os ataques de birra?
Quer o seu filho use a birra, diariamente ou de vez em quando como estratégia para conseguir o que quer, existem algumas coisas que você pode fazer para efetivamente controlar os ataques quando ocorrerem:
· Jamais perca o controle emocional, nada de gritar, esbravejar ou bater, pois mesmo em uma crise de birra ele saberá direitinho como manipular os pais,
· Se a birra foi devido a você ter negado algo que ele queria, então ignore-o, pois você alimenta a birra se ficar procurando justificar-se, além do mais ele estará muito alterado para compreender.
· Nunca ceda às chantagens que o seu filho fizer,
· Não suborne a criança para que ela pare a birra. Nada de dar o que ela quer, pois ao ceder aos caprichos dela você está dizendo `funcionou, na próxima vez faça igual que eu cederei novamente`,
· Reserve um local da casa para que ela seja colocada até acalmar-se, pode ser sobre um tapete ou uma almofada. Diga a ela que depois que estiver calma vocês conversarão,
· Retire os privilégios tais como: brinquedos, uso do computador, dos games, etc,
· Seja constante na disciplina, nada de um dia fazer de um jeito e no outro mudar tudo. Isso confunde a criança,
· Seja firme e sempre cumpra o combinado. Sim é sim, e não é não. Ficar a todo momento voltando atrás no que foi combinado é nocivo para o bom desenvolvimento da criança.
Lembre-se que, você e seu cônjuge são os líderes dentro do lar. Portanto caberá aos dois dar o devido direcionamento do que é certo e errado, do que é aceitável e do que é inadmissível.
Saiba que nesta fase da vida os filhos precisam ser dirigidos pelos Pais, eles ainda não tem estrutura desenvolvida para lidar com decisões que cabe somente aos Pais tomar. São os Pais que devem dirigir o Lar e a educação dos filhos.

Fonte: SOS Professor

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Não nascemos prontos...



O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: "O animal satisfeito dorme". Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.
Por isso, quando alguém diz "Fiquei muito satisfeito com você" ou "Estou muito satisfeita com seu trabalho", é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a idéia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer "seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas".
Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer etc), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando...
Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro"...


MARIO SERGIO CORTELLA

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O Papel da Igreja no Carnaval - Entre Blocos e Retiros


Uma parábola sobre o papel da igreja durante o Carnaval
Epêneto era o presbítero responsável pela igreja em Roma, desde que Priscila e Áquila tiveram que deixar a cidade em busca de novos campos missionários. Epêneto foi um dos primeiros a se converterem através do trabalho realizado por Paulo nessa cidade.

Aquela igreja era muito ativa, sempre aberta a acolher as pessoas. Quando havia algum cataclismo, fome ou guerra, os cristãos se mobilizavam para socorrer as vítimas. Por causa de seu envolvimento com a dor humana, ganhou a simpatia de todos, inclusive de funcionários do palácio de César.

Num belo dia, ouviu-se o clangor do clarim. Todos se reuniram para ouvir o que o mensageiro do império tinha para anunciar. Em duas semanas, o exército romano estaria chegando de uma campanha militar bem-sucedida. O próprio César o receberia com uma Parada Triunfal, que seria seguida de um feriado prolongado dedicado aos deuses Marte e Saturno, também conhecidos como Apolo e Baco, divindades da guerra e do vinho, respectivamente. Seria uma grande festa, regada a bebidas alcoólicas e todo tipo de luxúria. A população sairia às ruas para assistir ao desfile das tropas romanas, dando-lhes boas-vindas, e assistiriam à execução de milhares de prisioneiros. Ninguém trabalharia naqueles dias.

Epêneto ficou preocupado com a notícia. Qual deveria ser o papel da igreja durante essa festa pagã? Ainda inexperiente como líder, reuniu alguns dos mais antigos membros da igreja para discutir o que fazer.
Um deles, chamado Narciso, pediu a palavra e deu sua sugestão:
- Amados no Senhor, por que não aproveitamos o ensejo para promover um desfile paralelo, onde demonstraremos ao mundo a nossa força, revelando a todos nossa lealdade ao Rei dos reis, Jesus Cristo? Podemos até copiar algumas de suas canções, adaptando-as à nossa fé. Em vez de exibirmos prisioneiros, exibiremos testemunhos daqueles que foram salvos. Vamos montar nosso próprio bloco, quer dizer, nossa própria parada triunfal. Pode ser uma grande oportunidade evangelística.

Epêneto, depois de algum tempo pensativo, respondeu: Caro Narciso, a idéia parece muito boa. Porém, quem ouviria nossa voz durante os momentos de folia? Nosso modesto bloco se perderia no meio de toda aquela devassidão. Ademais, a maioria das pessoas estará embriagada, incapaz de entender nossa mensagem. Também não estamos preocupados em dar uma demonstração de força. Jesus disse que nosso papel no mundo seria semelhante à de uma pitada de fermento, que de maneira discreta, sem chamar a atenção para si, vai levedando aos poucos toda a massa. Por isso, acho que sua idéia não é pertinente. Quem sabe em gerações futuras, haja quem a aproveite?
Levantou-se então Andrônico, que gozava de muito prestígio por ser parente de Paulo, e sugeriu:
- Amados, durante o Desfile Triunfal e as Saturnais, a situação espiritual da cidade ficará insuportável. Divindades pagãs serão invocadas, orgias serão promovidas em lugares públicos à luz do dia. Não convém que estejamos aqui durante essa festa da carne. A melhor coisa a fazer é nos retirarmos, buscarmos um refúgio fora da cidade, e aproveitamos esse tempo para nos congratularmos, sem nos expormos desnecessariamente às tentações da carne.

Todos acenaram com a cabeça, demonstrando terem gostado da idéia. Já que seria mesmo feriado, ninguém precisaria trabalhar. Um retiro parecia a melhor sugestão.
O velho presbítero ficou um tempo em silêncio, meditando. Todos estavam atônitos esperando sua palavra, quando mansamente respondeu:
- Irmãos, não nos esqueçamos de que somos o sal da terra e a luz do mundo. Se no momento de maior trevas nos retirarmos, o que será desta cidade? Por que a entregaríamos ao controle das hostes espirituais das trevas? Definitivamente, nosso lugar é aqui. Não Precisamos de exposição, como sugeriu nosso irmão Narciso, nem de fazer oposição à festa, retirando-nos da cidade, como sugeriu Andrônico. O que precisamos é estar à disposição para acolher aos necessitados, às vítimas da violência, aos desassistidos, aos marginalizados.

A propósito, não temos estado sempre disponíveis para atender as pessoas durante as tragédias que tem abatido o império? E o que seriam tais desfiles, senão tragédias morais e espirituais? Saiamos às ruas, mesmo sem participar da folia, e estendamo-los as mãos, em vez de apontar-lhes o dedo, oferecendo compaixão em vez de acusação, amor em vez de apatia. Que as casas que usamos para nos reunir estejam de portas abertas para receber quem quer que seja, e assim, revelaremos ao mundo Aquele a quem amamos e servimos. Afinal, o reino de Deus se manifesta sem alarde, sem confetes, sem barulho, mas perturbadoramente discreto.

Depois dessas sábias palavras, ninguém mais se atreveu a dar qualquer outra sugestão.

* Esta é apenas uma parábola que elaboramos para emitir nossa humilde opinião acerca do papel da igreja durante o período carnavalesco.
Fonte: Estudos Gospel